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Preço da gasolina varia de R$ 5,76 a R$ 7,29 em raio de 30 km

Sulpetro garante que não vai faltar combustível. Corrida aos postos provoca disparada nos valores cobrados nas bombas e esgotamento de estoques

Preço da gasolina varia de R$ 5,76 a R$ 7,29 em raio de 30 km
Foto: Gabriel Santos

Mesmo diante da crise no Oriente Médio, o RS não corre risco de desabastecimento de combustíveis. A avaliação é do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do RS (Sulpetro), João Carlos Dal’Aqua. Segundo ele, o que pode ocorrer é atraso pontual na reposição em alguns postos devido ao aumento repentino da demanda.

Nas últimas horas, o preço da gasolina comum registrou forte variação no Vale do Taquari. Em meio a boatos que circulam nas redes sociais sobre possível falta de combustível, alguns postos elevaram os valores cobrados nas bombas, aproveitando a corrida de motoristas para abastecer.

Dal’Aqua reforça que não há risco de faltar gasolina no Estado. “Não existe risco de desabastecimento. Se as pessoas incentivarem filas e compras desenfreadas, pode haver descontrole momentâneo. A Petrobras segue atendendo normalmente dentro da cota estipulada. Pode acontecer de algum posto ficar sem combustível por vender acima do habitual e a nova carga ainda não ter chegado, mas a reposição está garantida”, afirma.

Diferença chega a mais de 26% na região

A movimentação intensa nos postos começou ainda na manhã de terça-feira, 10, e se intensificou ao longo do dia, formando filas que, em alguns locais, avançaram pelas ruas próximas.

Levantamento realizado pela Central de Jornalismo do Grupo A Hora, na manhã desta quarta-feira, 11, identificou uma diferença de até 26,56% no preço da gasolina em um raio de cerca de 30 quilômetros na região.

O menor valor foi encontrado no bairro Olarias, em Lajeado, onde o litro da gasolina comum é vendido a R$ 5,76. Já o preço mais alto aparece em Encantado, onde o combustível chega a R$ 7,29 por litro — uma diferença de R$ 1,53 pelo mesmo produto.

A disparidade reflete o aumento da procura motivado pelo temor de falta de combustível, cenário que levou muitos motoristas a antecipar o abastecimento dos veículos.


Fonte: Grupo A Hora