Pezzolano usa as indefinições como arma do Inter antes do Gre-Nal
Pezzolano aproveita o bom momento para não antecipar definição de jogadores escolhidos ou até mesmo o esquema para o clássico
Após iniciar sua trajetória com ideias bem definidas de escalação e esquema, o técnico Paulo Pezzolano chega ao Gre-Nal 452 com uma única certeza: o Inter precisa competir ao máximo em cada partida para alcançar os resultados. Às vésperas do clássico deste sábado, no Beira-Rio, pela 11ª rodada do Brasileirão, o treinador adota o mistério como estratégia e deixa em aberto tanto a formação tática quanto os nomes que iniciarão o confronto.
Resta apenas um treinamento antes do duelo, e o cenário é de indefinição. A escolha dos jogadores passou a ser feita de acordo com o adversário e as circunstâncias de cada jogo, evidenciando uma mudança significativa em relação ao início do trabalho, quando o 4-2-3-1 era o modelo predominante.
Na atual fase, porém, a equipe vive seu melhor momento na competição, com quatro partidas sem derrota (três vitórias e um empate). Nesse período, Pezzolano abriu mão do esquema preferencial e optou por reforçar o sistema defensivo, alternando entre formações como o 5-3-2 e o 4-4-2, priorizando consistência na marcação.
As dúvidas não se limitam ao desenho tático. Também há incertezas em relação aos titulares, já que o comandante colorado tem demonstrado que critérios como salário ou histórico não pesam tanto em suas decisões. Para o clássico, nomes como Alan Patrick, Borré e Bernabei — destaque na vitória sobre o Corinthians, domingo, com direito a gol — devem estar à disposição e têm boas chances de começar jogando, embora nada tenha sido confirmado.
Alan Patrick, inclusive, não atuou nas vitórias sobre Santos e Corinthians, ambas fora de casa. O retorno no Beira-Rio é uma possibilidade, mas, fiel ao seu estilo, Pezzolano evita antecipar qualquer definição e mantém o sigilo até momentos antes da partida, dificultando a leitura do adversário comandado pelo colega Luís Castro.
Se por um lado o ataque ainda é uma incógnita, por outro há uma diretriz clara: o Inter não abrirá mão de uma maior proteção defensiva. Rodrigo Villagra, consolidado como titular durante a sequência invicta, seguirá à frente da zaga, possivelmente acompanhado por outro volante. Contra o Corinthians, Paulinho Paula exerceu essa função, mas alternativas como Bruno Henrique e Thiago Maia também estão no radar.
Alguns nomes, contudo, são praticamente certos para amanhã, até mesmo pela escassez de opções. Rochet, Bruno Gomes, Mercado, Félix Torres e o próprio Villagra formam a base mais estável. Bernabei também deve atuar, seja na lateral esquerda ou mais avançado pelo mesmo lado. O restante da equipe dependerá das escolhas finais do treinador, que vem se consolidando pela capacidade de adaptar o time a diferentes cenários. Até aqui, a estratégia tem surtido efeito e, para o clássico, a imprevisibilidade servirá como uma aliada colorada.
Fonte: Correio do Povo