El Niño começa atuar e aumenta volume de chuva no Paraná e Santa Catarina
Acumulados podem chegar a 200 milímetros nos próximos 15 dias. No RS, fenômeno deve intensificar precipitação a partir de agosto, com possibilidade de cheias em rios
O fenômeno El Niño começou a se instalar no Oceano Pacífico e deve influenciar o regime de chuvas no Sul do Brasil nas próximas semanas. Conforme análise da MetSul Meteorologia, o aumento das precipitações será mais perceptível inicialmente em Santa Catarina e, principalmente, no Paraná, onde os acumulados podem ficar muito acima da média para esta época do ano.
A tendência é de que os volumes de chuva aumentem a partir da metade de junho, com registros expressivos ao longo da segunda quinzena do mês. Em algumas áreas paranaenses, os acumulados podem variar entre 100 e 200 milímetros em apenas 15 dias, com possibilidade de marcas ainda mais elevadas em pontos isolados.
No RS, os maiores volumes devem se concentrar na Metade Norte do Estado. Regiões como Noroeste, Médio e Alto Uruguai, Alto Jacuí e Planalto Médio aparecem entre as áreas com maior potencial para receber chuva acima da média nas próximas semanas.
Segundo a MetSul, a combinação entre o avanço de massas de ar frio pelo Cone Sul, o ar quente sobre o Centro do Brasil e a atuação da Oscilação de Madden-Julian contribui para a formação desse cenário mais chuvoso.
A meteorologia também alerta que o período de maior preocupação ainda está por vir. A segunda metade do inverno e a primavera são apontadas como as fases de maior risco para eventos extremos associados ao El Niño. Entre agosto e novembro, o RS poderá enfrentar episódios de chuva excessiva e até extrema, com potencial para provocar cheias de rios, enchentes, inundações, deslizamentos de terra e temporais com granizo e ventos fortes.
De acordo com a projeção, algumas localidades gaúchas poderão registrar volumes excepcionais de chuva ao longo do segundo semestre, especialmente na Metade Oeste do Estado, reforçando o alerta para monitoramento constante das condições climáticas nos próximos meses.
Fonte: Grupo A Hora