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Com 5,3 mil quilômetros de rede, Certaja amplia atuação em 20 municípios

Presidente Renato Pereira Martins destaca crescimento da cooperativa, alta satisfação dos consumidores e desafios da expansão da energia solar no sistema elétrico

Com 5,3 mil quilômetros de rede, Certaja amplia atuação em 20 municípios
Foto: Fernanda Kochhann

A Cooperativa Certaja Energia chega aos 57 anos de atuação atendendo cerca de 33 mil associados em 20 municípios do Rio Grande do Sul e se prepara para as transformações previstas no setor elétrico, especialmente com a ampliação do mercado livre de energia. As informações foram apresentadas pelo presidente Renato Pereira Martins durante entrevista à Rádio Independente.


Segundo Martins, a cooperativa mantém atualmente entre 28 mil e 29 mil unidades consumidoras ativas e opera uma rede superior a 5,3 mil quilômetros. Criada para levar energia ao meio rural, a Certaja ampliou sua atuação ao longo das décadas e hoje atende integralmente municípios como Vale Verde, Tabaí e Barão do Triunfo.


O presidente também ressaltou os índices de satisfação dos consumidores. Conforme ele, a cooperativa mantém indicadores de qualidade superiores aos exigidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Martins lembrou ainda que a Certaja já figurou entre as três distribuidoras de energia mais bem avaliadas do país em pesquisas de satisfação.


Em relação ao mercado livre de energia, que deve ser ampliado nos próximos anos, o dirigente afirma que a cooperativa já está preparada para atender consumidores que optarem por esse modelo. No entanto, avalia que a abertura para clientes residenciais dificilmente ocorrerá em 2027, como previsto inicialmente. “A regulamentação está muito devagar. A estrutura não está montada ainda”, observou.


Outro tema abordado foi o crescimento da geração solar distribuída. Martins reconhece os benefícios da tecnologia, mas alerta para os impactos causados pela expansão acelerada do setor. “Hoje nós estamos enfrentando sérios problemas de excesso de produção”, afirmou. Segundo ele, distribuidoras e órgãos reguladores já enfrentam situações em que usinas precisam interromper temporariamente a geração para manter o equilíbrio do sistema elétrico.


O presidente também destacou iniciativas de cooperação entre as distribuidoras de energia do Estado. Além de compras compartilhadas entre cooperativas, está em estudo a criação de uma instituição financeira voltada ao setor de infraestrutura. Martins ressaltou ainda a importância dos planos de contingência adotados pelas cooperativas gaúchas. “Quando uma é atingida, as demais cooperativas vêm todas em socorro daquela cooperativa que foi prejudicada”, explicou. Conforme ele, o modelo tem reduzido significativamente o tempo de resposta em situações de emergência e já desperta interesse de órgãos reguladores como referência para outras distribuidoras do país.


Fonte: Grupo Independente