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Vereadores admitem pressão por atendimentos prioritários na saúde de Teutônia

Promotor classifica medida como um “cartão amarelo” e alerta que a repetição de favorecimentos poderá resultar em responsabilização dos envolvidos

Vereadores admitem pressão por atendimentos prioritários na saúde de Teutônia
Foto: Grasi Nabinger

Os 11 vereadores intimados pelo promotor de Justiça da Comarca de Teutônia, André Prediger, em razão da chamada “regulação inapropriada” de atendimentos na saúde pública, afirmaram durante reunião que são frequentemente procurados por moradores em busca de prioridade no acesso a consultas, exames e procedimentos.


Segundo relatos dos parlamentares, a demanda é recorrente. “O senhor não tem noção de quantas pessoas me procuram por semana para eu fazer a intermediação. Se eu não faço, outro faz”, afirmou um dos vereadores.


Conforme os legisladores, a recomendação expedida pelo Ministério Público altera uma prática que, segundo eles, era comum no município. “Agora podemos dizer não”, argumentaram, ao mencionar que a orientação judicial oferece respaldo para recusar pedidos de intervenção em filas de espera.


Prediger destacou que a recomendação busca proteger tanto os servidores quanto os próprios agentes políticos. Segundo ele, a medida prevê a adoção de ordens de serviço e protocolos claros para impedir interferências indevidas nos fluxos de atendimento. 


Apesar da gravidade apontada pelo Ministério Público, o primeiro movimento ocorreu de forma consensual. Nas palavras do promotor, trata-se de um “cartão amarelo”, que poderá se transformar em “cartão vermelho” caso a prática persista. Segundo Prediger, a repetição de favorecimentos pode configurar ato de improbidade administrativa. 


De acordo com o promotor, a denúncia foi recebida em 25 de março. O inquérito civil foi instaurado e concluído no fim de maio, após um período de acompanhamento da situação. “Recebemos informações e monitoramos a rotina da secretaria. Inclusive tivemos pessoas acompanhando o funcionamento do sistema para verificar se a prática havia cessado”, disse.


Fonte: Grupo A Hora