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Dois meses sem respostas: família de morador de Estrela desaparecido na Espanha faz apelo por informações

A família pede que o caso continue sendo divulgado, especialmente entre brasileiros que vivem na Espanha e em outros países da Europa

Dois meses sem respostas: família de morador de Estrela desaparecido na Espanha faz apelo por informações
Foto: Divulgação

Dois meses após o desaparecimento do morador de Estrela, Vitor Hugo Paladini (49), a família segue sem qualquer informação sobre o paradeiro do gaúcho e reforça o apelo para que o caso não caia no esquecimento. Paladini desapareceu no dia 15 de maio, logo após desembarcar em Barcelona, na Espanha.

Desde então, uma força-tarefa internacional acompanha o caso, que é investigado pela polícia espanhola, com apoio da Interpol, da Polícia Federal brasileira, da Embaixada do Brasil e do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona.


Em entrevista concedida na data em que o desaparecimento completou dois meses, a esposa de Vitor, Ane Paladini, relatou o sofrimento vivido pela família e afirmou que a ausência de respostas torna cada dia ainda mais difícil.

"Nós temos vivido dias horríveis desde que meu marido desapareceu. A nossa casa é um vazio, um silêncio constante, uma angústia. É como se cada dia tirasse um pouco das nossas forças. Não ter resposta, não saber onde está o pai do teu filho, é desesperador", desabafou.


Segundo Ane, Vitor manteve contato com a família durante toda a viagem. Ele enviou mensagens ao sair de Porto Alegre, durante a conexão em Lisboa e também ao chegar em Barcelona. O último contato ocorreu quando já estava dentro de um táxi, a caminho do apartamento onde encontraria o irmão por parte de mãe.

"Ele nos mandou uma foto de dentro do táxi e de uma avenida. Nosso filho perguntou quanto tempo faltava para vê-lo e ele respondeu que seriam cerca de oito minutos até chegar ao apartamento. Depois disso, nunca mais tivemos notícias", contou.


A esposa relembra que começou a desconfiar de que algo havia acontecido quando as mensagens deixaram de ser entregues e o telefone permaneceu desligado.

"Passaram-se cerca de 40 minutos e as mensagens não chegavam. O Vitor nunca ficava com o telefone desligado. Entrei em contato com a mãe dele para saber se havia chegado, mas o irmão confirmou que ele nunca apareceu. Foi ali que começou o desespero que vivemos até hoje."


Ane também explicou que a família precisou aguardar o prazo de 48 horas exigido pelas autoridades espanholas para registrar oficialmente o desaparecimento. Paralelamente, buscou apoio jurídico na Europa por meio de familiares que vivem no exterior, permitindo que as medidas legais fossem adotadas rapidamente.

Ela afirma que todos os procedimentos necessários foram realizados, incluindo o acionamento da polícia catalã, da Polícia Nacional da Espanha, da Interpol e da Polícia Federal brasileira.

Apesar disso, faz críticas ao suporte recebido por parte da representação diplomática brasileira.


"É frustrante saber que existe um órgão brasileiro dentro de outro país e que o único apoio oferecido seja psicológico. Nós precisávamos de mais pressão junto às autoridades espanholas para agilizar as buscas."


O desaparecimento também tem provocado profundas mudanças na rotina da família, especialmente na vida do filho do casal, de apenas sete anos.

Segundo Anne, o menino recebe acompanhamento psicológico e sente diariamente a ausência do pai.

"Todos os dias ele pergunta quando o pai vai voltar para levá-lo à escola. Muitas vezes ele sonha com o pai. Também vai até o gramado onde eles costumavam jogar futebol e fica abraçado à bola esperando que ele apareça."

Mesmo em meio à dor, Ane agradece o apoio recebido de amigos, pacientes e pessoas que acompanham o caso pelas redes sociais e pela imprensa. Ela pede que a divulgação continue, principalmente entre brasileiros que vivem no exterior.

"Eu sou muito grata por todo o carinho que temos recebido. Peço que as pessoas continuem compartilhando essa história, especialmente fora do Brasil. Qualquer informação pode ser importante."


Vitor Hugo Paladini tem 1,90 metro de altura, possui diversas tatuagens nos antebraços e, no dia do desaparecimento, vestia calça jeans azul, camisa polo preta e jaqueta preta.

Informações que possam contribuir para a localização de Vitor podem ser repassadas pelos telefones da família no Brasil, via WhatsApp, pelos números (51) 98993-7624 e (51) 99765-4646, ou diretamente aos órgãos responsáveis pela investigação no Brasil e na Espanha.


Fonte: Grupo Independente